Definida a data para a II Conferência Nacional do Meio Ambiente no Paraná

 

A II Conferência Nacional do Meio Ambiente no Paraná (CNMA-PR) acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de novembro em Curitiba, local a definir. A expectativa é de que a participação deste ano supere a primeira que aconteceu em novembro de 2003. O Estado do Paraná é um dos poucos estados a realizar conferências nas diversas regiões. Esta iniciativa se deu pelo IBAMA-Paraná e pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná com o objetivo de traçar um retrato mais fiel da realidade ambiental no Estado.

 

A II CNMA-PR terá representações de vários setores da sociedade organizada. Porém qualquer cidadão poderá participar. Para ser delegado na Conferência Estadual é preciso participar da regional que reside. Em breve será divulgado o regulamento para a participação nas regionais.

 

A princípio a II CNMA-PR iria acontecer nas vinte regionais do IAP, mas devido a diversas atividades que estarão acontecendo nos próximos dois meses o Comitê Organizador Estadual achou por bem realizar apenas nove encontros regionais, mais o estadual. Seguindo a distribuição geográfica dos Escritórios Regionais da Secretaria Estadual de Meio Ambiente que são: Maringá, Londrina, Guarapuava, Toledo, Ponta Grossa, Curitiba e Francisco Beltrão, sendo que as regionais de Maringá e Londrina serão divididas em duas num total de nove.

 

As datas das regionais são:

09/11 – Toledo;

10/11 – Ponta Grossa;

11/11 – Curitiba;

12/11 – Londrina 1;

12/11 – Londrina 2 (Será em Cornélio Procópio);

16/11 – Guarapuava;

18/11 – Francisco Beltrão;

19/11 – Maringá 1;

19/11 – Maringá 2 (será em Umuarama);

 

Mais informações no email: cnma.parana@gmail.com

Algodão orgânico pode salvar a cultura

 

Quem decidiu investir no cultivo do algodão sem agrotóxico tem mais trabalho, porém o lucro é garantido

Umuarama - Osmar Nunes

Na safra passada, o preço da arroba(15 quilos) do algodão oscilou entre R$ 10 e R$ 12,00 e na maior parte da colheita ficou sem mercado, causando prejuízo e desanimando os produtores. Isso foi o que ocorreu com a cultura convencional. Mas na região de Umuarama um grupo de 12 cotonicultores, que há três anos cultiva o algodão orgânico, não teve do que reclamar, apesar da seca. Eles eliminaram os atravessadores, do algodão em caroço à roupa costurada e ganharam média de R$ 16,00 pela arroba. O projeto é pioneiro no Brasil, segundo o técnico da Emater em Altônia, Paulo Cezar Lavaqui.

A produção do algodão orgânico está centrada nas pequenas propriedades. Na safra 2004/05 foram colhidas 12,1 toneladas nos municípios de Altônia, Francisco Alves, São Jorge do Patrocínio e Esperança Nova. Os próprios produtores, por meio da associação que eles criaram, trataram de levar a produção para beneficiamento numa cooperativa de Goioerê.

As 12,1 toneladas do algodão em caroço foram transformadas em 4.300 quilos de pluma e, depois, em 1.920 quilos de fio que renderam 650 camisetas. A roupa foi vendida para a confecção de uniformes em prefeituras da região. Para a próxima safra, que começa a ser plantada neste mês, a área com o algodão orgânico na região deverá aumentar de 19 para 30 hectares. É um trabalho que está no começo, mas vai ganhar a simpatia dos produtores e tem tudo para garantir lucros na atividade, comentou Márcia Laino, da Emater em Umuarama.

Na próxima safra, os agricultores não precisarão correr atrás da industrialização do algodão orgânico. Uma indústria de São Paulo já encomendou toda a produção da região por causa da boa qualidade do produto. “A indústria queria cem toneladas, mas nossa estimativa é produzir apenas 15% do pedido”, disse Lavaqui. Ele adiantou que o algodão sem agrotóxicos será a redenção da cultura nos próximos anos.

Lucro
Para entrar no time do algodão orgânico, as propriedades devem ser certificadas e ter acompanhamento técnico, do preparo do solo à colheita. O agricultor Emiliano Baesso Neto, da localidade Jardim Paredão, em Altônia, plantou 1,8 hectares de algodão orgânico na safra passada e vai ampliar a área para seis hectares na próxima safra. Ele colheu 90 arrobas, faturou R$ 1.440,00 e gastou 40% da renda com o custeio. Se fosse na convencional, teria gasto cerca de R$ 800,00 com agrotóxicos e mão de obra e vendido a produção por cerca de R$ 1.000,00. “Não sobraria quase nada”, diz.

Produção
Para produzir o algodão orgânico, o plantio é direto, há o uso de inseticida natural e adubação com sulfatos que aumentam a proteína da planta e isso diminui o aminoácido (alimento dos predadores), o que evita o ataque dos insetos, principalmente do bicudo. Os lotes também são isolados por barreiras verdes. A partir deste ano, os produtores vão produzir a própria semente orgânica.

Paulo Laqui explica que a atividade é rentável, mas exige dedicação total dos produtores. “É preciso estar sempre no meio da plantação verificando o seu desenvolvimento”, diz.

 

Além do algodão, está sendo estimulada a produção de vários outros produtos orgânicos no Paraná, entre eles, acerola, mel, soja e café. O incentivo é parte de um convênio entre Emater, Sebrae, Universidade Estadual de Maringá, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), governo estadual e prefeituras.

 

Fonte: Umuarama Ilustrado

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09/11 – Cascavel;
10/11 – Ponta Grossa;
11/11 – Curitiba;
12/11 – Londrina;
12/11 – Cornélio Procópio;

16/11 – Guarapuava;
18/11 – Francisco Beltrão;
19/11 – Maringá;
19/11 – Umuarama.
Conferência Estadual
do Meio Ambiente
Curitiba - 25 a 27/11/2005

 

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